
Todo mundo sabe que o twitter é a maior febre. E o mais legal é poder deixá-lo com a sua cara. Abrindo o post você vai encontrar o arquivo .psd com as medidas para várias resoluções diferentes. Aproveite e use a sua criatividade.

Todo mundo sabe que o twitter é a maior febre. E o mais legal é poder deixá-lo com a sua cara. Abrindo o post você vai encontrar o arquivo .psd com as medidas para várias resoluções diferentes. Aproveite e use a sua criatividade.

O que é um designer?
Depois de mais de um mês sem aparecer por aqui, resolvi compartilhar com vocês um texto bem legal q eu achei no Portal do Design.
Não existe meio designer. E não existe mesmo, Joãozinho. Ou você assume a profissão como um todo ou nem começa a brincar. Porque existe uma visão muito torta do que é ser um designer em nosso país, que acaba levando à existência dessa criatura bizarra saída de uma dimensão alternativa, o meio–designer, primo do meio–programador e do meio–jornalista. Curiosamente, ninguém encontra por aí um meio–médico ou um meio–engenheiro. Ou melhor, até acha mas logo eles vão parar na cadeia por exercício ilegal de profissão. Mas calma, Zezinho, não vamos falar hoje de regulamentação ou outro assunto chato desses. Vamos falar sobre o que é ser um designer, independente da origem ou situação civil.
Bem, na verdade, dizer o que é um designer é fácil. Prontos? Lá vai: designer é quem faz design.
Ok. Podem parar de me olhar com essa cara de “ah, é, é…„ pois é simples assim. Agora, o problema é definirmos o que é design.
Segundo o Dicionário Michaelis de Língua Portuguesa: “s.m. (ingl) 1. Concepção de um projeto ou modelo; planejamento. 2. O produto deste planejamento.„ E isso é muito interessante! Pois aqui tiramos de campo um monte de coisa, apesar dessa definição ser tão simples, pois nos diz que o designer é alguém que concebe um projeto ou um modelo e concebe o produto decorrente desse planejamento. Ou seja, ser um designer é ser, antes de mais nada, um projetista. Você, designer, não é um artista plástico, não é um desenhista ou coisa parecida. É alguém que foca sua criatividade em um planejamento, designação e intenção voltados à realização de algo. E lida com as ferramentas necessárias à realização desse planejamento.
Ou seja, ser um designer é, antes de mais nada, saber planejar um produto, seja este produto uma peça gráfica ou um objeto industrial (uma cadeira, um aparelho de CD, etc). E se você não planeja, você não é um designer. É um chutador, que fica tentando fazer as coisas meio que de orelhada até que saia algo que preste. O designer, pelo contrário, antes de colocar suas mãos em qualquer massa que seja, irá colher todos os dados necessários, analizá–los, compará–los, entre si e com outras fontes, planificá–los e construir as etapas necessárias, a partir desses dados e das informações deles resultantes, para que se chegue ao fim desejado. Para tanto, é necessário o conhecimento de como fazer isso. Esse conhecimento é obtido a partir das teorias estudadas — teorias da comunicação, da psicologia, da filosofia, além das específicas da área como a tipografia e a criação da forma —, da educação do olho e do cérebro, do angariar de referências, do estudo e do aperfeiçoamento constantes. Quando falhamos em obter esse conhecimento, voltamos ao chutador, disparando idéias sem fundamentação, acertando a partir da pura sorte.
Mas o designer não é alguém que só faz o planejamento. Ele também o executa. Ou seja, tem o domínio das ferramentas necessárias para tanto. Quais são essas ferramentas? A arte é uma delas, pois educa nosso pensamento e nossa biblioteca de referências. E quando não apenas apreciamos a arte como também a criamos, além de manter nossa capacidade gráfica em dia, também estamos exercitando nossa mão para o processo de criação, além de mantermos em dia uma de nossas mais poderosas ferramentas: a criatividade. E também temos as ferramentas mais “fisicas„, como os programas gráficos, os lápis e pincéis, o papel, a cola, a fotografia e todos os meios que podemos usar para colocar em prática o projeto já devidamente planejado. É claro que com a vasta oferta que se tem hoje em dia de meios e ferramentas, ter domínio de todas elas é impossível (e nem se espera tanto). Porém é obrigação do designer ter pelo menos uma idéia do funcionamento de todas elas, da aquarela ao Photoshop, da xilogravura ao Corel Draw, do 3D Studio ao estêncil. Ao menos as possibilidades de cada ferramenta devem ser conhecidas e compreendidas para que ao se planejar o produto saiba–se a melhor, mais rápida e mais econômica forma de se realizar o necessário para aquela elaboração. Ou, pelo menos, para se conversar com o especialista técnico, que muitas vezes vai dominar a ferramenta melhor do que nós, sobre o que deve ser feito.
“Xi„, diz a Mariazinha, “precisa de tudo isso para ser designer? Eu achei que era só saber usar o Photoshop legal e ler umas revistas bacanas.„
Pois é… Ser designer exige capacidade de organização, conhecimento de metolodogias, estudo e criatividade. Mas, acima de tudo, existe disciplina e dedicação. Como, aliás, se exige de qualquer profissional sério. Claro que você pode só ir lendo as revistas especializadas e mexendo no seu programa gráfico favorito até ficar muito fera, colocar uma roupinha “istáile„ e dizer que é designer. Mas, sinto muito: você não vai ser um designer com isso. Porque não irá realizar os projetos adequadamente, não terá o conhecimento do ferramental, irá sempre faltar alguma coisa para ter o fluxo de trabalho que um verdadeiro designer tem. E, claro, não irá alcançar os resultados que ele alcançara.
Se você não percebe que é um projetista e realiza projetos, se você não percebe que precisa de uma base de conhecimentos e corre atrás deles, se você não se envolve com as ferramentas da profissão como um tods, se você não faz uma única coisa dessas você é somente um meio designer.
Não existe meio designer.

O papel do Brief Criativo é inspirar e direcionar a equipe de criação na busca por uma solução criativa. Pensando nisso, o, hoje, consultor Damian O’Malley - que já foi diretor global de planejamento da DDB e da McCannn – escreveu um case que virou referência em qualquer curso sobre planejamento .
O texto, publicado em 1987 no Blue Book da APG do Reino Unido – livro já esgotado -, tenta simular o que teria sido o “briefing” passado ao artista Michelangelo pelo Vaticano com o caminho a ser seguido na pintura do teto da Capela Sistina. O resultado é uma das obras de arte mais brilhantes da história. Abaixo, as palavras de O’Malley:
Brief 1: Favor pintar o teto.
Não há dúvidas de que isso é o que estava sendo solicitado ao Michelangelo, mas esse brief não dá nem pistas sobre o que a solução para o pedido seria. Ele deixa toda a decisão e pensamento para o artista antes que ele inicie.
Brief 2: Favor pintar o teto usando tinta vermelha, verde e amarela.
Esse brief é ainda pior. Além de não dizer a ele o que pintar, dá inúmeras restrições sem nenhuma justificativa. Restrições que irão, inevitavelmente, provarem-se incômodas e que irão distraí-lo da sua tarefa principal.
Brief 3: Temos problemas terríveis de rachaduras no teto. Você poderia cobri-los para nós?
Esse é ainda pior. Ainda não diz o que deve ser feito e dá informações depressivas e irrelevantes que mostram que ninguém está interessado no que ele irá pintar porque o teto não durará muito até que caia. Quanto esforço ele tenderá a colocar nessa tarefa?
Brief 4: Favor pintar cenas bíblicas no teto incorporando alguns ou todos os seguintes: Deus, Adão, anjos, cupidos, demônios e santos.
Melhorou um pouco. Agora estão começando a dar a ele alguma direção. Não deram a figura inteira, mas pelo menos ele já conhece alguns elementos importantes. Esse é o brief que a maioria de nós daria. Ele contém tudo que o criativo precisa saber, mas não vai além, em direção à idéia e solução.
Aqui está o brief que o Michelangelo recebeu na verdade: Favor pintar nosso teto para a glória maior de Deus e como uma inspiração maior às pessoas.
Ele pegou o brief e pintou uma cena que retrata a criação do mundo, a queda, a degradação da humanidade pelo pecado, a ira divina do dilúvio e a preservação de Noé e sua família. Ele soube o que fazer e foi inspirado pela importância do projeto. Com um direcionamento assim, ele estava livre para dedicar sua atenção à execução dos detalhes do brief da melhor maneira que ele sabia.
Palavras são pequenas bombas: as certas podem explodir dentro de nós, demandando uma solução original e excitante, ao invés de uma medíocre. Sempre trabalhe muito, mas muito para encontrar a proposta certa e, então, ainda mais para encontrar as palavras que a expressam da maneira menos ambígua e mais excitante possível.
Via CHMKT
Neste post você vai encontrar exemplos muito legais de minimalismo no design de sites. Vale a pena conferir.